quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Fazendo biquinho!


Estava hoje na praia e comecei a observar os seios. Vários deles. Tamanhos, cores, formatos, naturais, colocados pelos semideuses da plástica, novos ou nem tanto. E a pergunta que não quer mamar...ops...calar. Quantas histórias existem por trás de um seio?

Ele pode ter mais de 20 anos e ainda assim ser miudinho, porém muito conhecido. Ou então alguma temporada a mais e carregarem em si o atestado da lei da gravidade. Quem sabe estrias, veias coloridas e bicos que já foram mordiscados, lambidos, chupados de prazer ou para saciar a fome de um “serzinho”?

Quanta vaidade cabe em um par de peitos? Sejam eles grandes, pequenos, claros, escuros, duros ou flácidos; eles são grandes aliados das mulheres e, por consequência, dos homens também. Existe muito deleite por ali.

E o que há por trás do não peito? Um misto de sentimentos. A falta deles nem sempre é uma opção, como o caso de quem opta por mudar de sexo.  Às vezes, a única opção é se manter viva ainda que sem um ou os dois, ou apenas parte deles. Nesta hora muita coisa entra em jogo. É quando se vê o quão importante são aqueles que passam a maior parte do dia escondidos, esquecidos debaixo de um sutiã, que fica por debaixo de uma outra peça de roupa.

Tem ainda alguns do sexo masculino que o incluem em seu corpitcho na busca por curvas femininas.  Parabéns para quem faz isso com responsabilidade, principalmente consigo mesmo. Os seios são mesmo demais! Eles são incríveis! Dão tesão realmente e todos podem ter, desde que não ponha em risco a saúde.

Ah,gente! Vamos amar mais os seios! Que tal darmos mais atenção a esta parte do nosso corpo que nos deixa mais sexy e nos dá imenso prazer quando tocados com jeitinho.

Mulheres, passem a se conhecer melhor e toquem-se. Câncer de mama tem grande chance de cura quando descoberto cedo.

Béshas, por favor, parem de usar silicone industrial. Seu brilho feminino pode e deve durar muito mais que alguns meses.  

E, por fim, sejamos todos amigos do peito.




domingo, 4 de fevereiro de 2018

Sobre ir às nuvens como as raízes de um jequitibá


Depois de longa temporada longe daqui, venho para falar sobre sentir o chão nos pés, bem firmes. Já dependi menos desta parte do planeta. Era mais ar, mais fluida. Brincava com o flutuar. Pra quê chão quando se tem as nuvens? Então...Hoje, o meu sonhar percorre suas léguas em estradas comuns, onde a lei da gravidade opera com perfeição.

Às vezes, a vida ou os outros nos roubam este chão. Também cometemos isto com os outros. Por melhor que tentemos ser, um dia arrancamos o solo de alguém. Parece uma fase do jogo da vida que todos temos de passar, mesmo que não queiramos machucar. E o pior: sem dó, nem piedade, ainda que sintamos muito a ponto de sangrar. Se ainda não fez isso, eu garanto que seu dia de espetar um coração chegará. E, talvez, doa mais em você que no outro. Já estive dos dois lados e, por isso, prezo tanto pelos meus pezinhos, tamanho 36, bem firmes no chão.

Outro dia entrei no mar e fui indo, indo, indo, cada vez mais adentrando. Água já no queixo e também na pontinha dos pés. Mas continuei indo. Veio uma onda e, não me pergunte por que, engoli água, salgou minhas narinas bem dentrão. Horrível. O pior de tudo foi que no pós-onda não tinha chão e nem força, nem ar para boiar, nem calma. Acenei para o amigo que estava comigo. Ele me levou com amor para onde as crianças de oito anos. Antes, pediu que eu ficasse com ele lá onde me resgatou. “Confia em mim!” Confio nele, claro!Mas confio mais em mim. Me percebi menos romântica, menos sonhadora, menos nuvens de algodão doce.


A necessidade que tenho hoje é de saber onde estou, para onde vou e com quem estou. Na dúvida, me finco feito jequitibazeiro de longa idade. Por hora, meus voos são em terra firme.