quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O IMPREVISTO



Tava aqui me gargalhando. Gosto demais do inusitado! A noite começou num luau com cara de matinê. Era menino demais!Eu estava acompanhada de uma amiga que tentava se animar e de outra que tem a paciência do tamanho de um O.B de lêndea. Como me divirto com pouco, bastou uma loira dançar fora do tempo, do ritmo, da órbita pra me entreter e me fazer pensar: “Será que também fico assim quando bebo um pouco mais?”.

Minha “diversão” durou meia hora. Saímos de lá e fomos procurar um programa de gente grande. Numa cidade pequena, onde encontrar algo empolgante? E não é que encontramos!Mas a amiga que tentava se divertir agora queria por tudo pegar a BR da cama. Ficamos eu e a amiga com paciência de O.B de lêndea. E aí surgiu o imprevisto. O IMPREVISTO. 

Voltamos a ser três. E na hora de ir embora a matemática fundiu minha cabeça e o que era pra ser um tava dando dois. A conta não batia, mas depois de ver uma atriz cantando fado e dançar estranhamente no meio da rua, o resultado era o que menos importava.

Não esqueço a expressão do grupo que acompanhava O IMPREVISTO. “Tem certeza que quer ficar aqui? Tem certeza,né?!”. E ali mesmo O IMPREVISTO entrou de mala e cuia. Perguntei logo: “Consegue dormir sem ar condicionado?”. Respondeu foi ligeiro: Consigo!E ali mesmo se abancou.