quarta-feira, 4 de julho de 2018

Respeite seus machucados


 
*Cheguei de viagem com uma inquietação dentro de mim. Concluí meu trabalho, peguei o fone, coloquei Adele e vim aliviar meu peito agora com vocês. Espero que gostem.

O papo de hoje é reto. Precisamos passar a respeitar, reverenciar as nossas dores, os tombos que levamos na vida. Lembra daquele fundo do poço que todo mundo um dia chega e acha que nunca vai conseguir sair? Então, zamures. A gente consegue sair dele, sim. Ainda que seja com os pezinhos despelados, suportamos passar sobre a brasa e seguir sarando dia após dia até um dia olharmos para trás e entender que somos mais forte que o próprio fogo, porque ele vira cinza e nós nos refazemos.

E todos os muros que ultrapassamos a duras penas, e toda aquela imensa escalada concluída mesmo quando se tem medo de altura... foi tudo isso o que nos tornou quem somos. Mas levantar, muitas vezes, nos custou muito caro e, também por isso, somos caros, valiosos, especiais. Sobreviventes refeitos numa modelagem muito mais além e digna de admiração.

Não somos melhores que os outros, mas cada um tem o seu grande valor. E chegar até onde chegamos nos obriga a nos proteger de tudo ou qualquer coisa que nos faça duvidar sobre quem somos.  É fundamental enxergarmos nossas falhas, mas, sobretudo, nossas vitórias e o caminho percorrido.

Me incomoda quando isso acontece comigo. Me deixa louca quando vejo acontecer com alguém querido. Pessoas super inteligentes, fortes, guerreiras, mas que, por algum motivo, as vejo (me incluo) vulneráveis e esquecem de olhar para trás e ver o quanto já foi conquistado.

Tão bom sorrir leve, abraçar de verdade, dançar pelo meio da rua, fazer careta pra arrancar o sorriso de alguém, acordar e ver que a vida continua toda faceira. Nada no mundo tem o direito de mexer com nossa paz. Nada.

Ai, gente! Bora lá! Vamos nos olhar dentro e nos impormos. Não aceitar qualquer coisa, qualquer situação, seja pelo motivo que for. Respeitemos nossos machucados! É um exercício diário e pra vida toda, mas muito recompensador.



terça-feira, 26 de junho de 2018

AS BENDITAS BEIRADAS



Ai, gente! Seguinte... Super envergonhada, mas faz um super tempo que penso em escrever sobre uma coisa que eu já vivenciei algumas vezes e várias amigas e desconhecidas também. As mulheres, passamos por isso, geralmente, quando rola aquela cervejinha a mais ou quando surge apenas uma vontade absurda de fazer pips.

Já vi garotas saindo dos banheiros com a calça molhada até o meio da canela e também aquelas de vestidinho se enxugando entre as coxas, com o rosto todo corado e achando, sonhando que ninguém percebeu. Sem falar na neura com o cheiro que os outros poderiam detectar.

Estou falando de quando vamos fazer pips e, do nada, ele escorre pela caralha da coxa e por mais que a gente mire no vaso, ele insiste em descer pernas abaixo por uns caminhos totalmente controversos. Que raiva!!! 1 x 0 para o xixi malandrinho. Caí nesta pegadinha muitas vezes e vi que, em mais um ponto, os homens têm vantagem sobre o sexo feminino. Pingam na borda do vaso por demência. Ter uma mangueirinha e poder apontar pra onde o xixi deve cair é uma bênção.

Algumas vezes pensei que isso acontecia, porque tinha muito álcool na cabeça e faltava equilíbrio, mas não! Plena dez da manhã, no meio do horário do expediente, toda fofinha, engomadinha, cheirosa, maquiada, salto alto. Porém a vontade de secar a bexiga chegava a ser maior que a necessidade de respirar (rs) e lá estava ele, mais uma vez, escorrendo. Um certo dia, prometi pra mim mesma que isso jamais voltaria a acontecer eu estando sóbria ou não.

Foi quando coloquei a cuca pra funcionar mais um pouco e entendi que aquele “derrame” só acontecia quando as benditas beiradas da pepeca estavam grudadinhas uma na outra. Então, o conselho que deixo é: manas, ao fazer pips, desapreguem as beiradas e sairão sequinhas. No máximo, o último pingo, que sempre será na calcinha.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Fazendo biquinho!


Estava hoje na praia e comecei a observar os seios. Vários deles. Tamanhos, cores, formatos, naturais, colocados pelos semideuses da plástica, novos ou nem tanto. E a pergunta que não quer mamar...ops...calar. Quantas histórias existem por trás de um seio?

Ele pode ter mais de 20 anos e ainda assim ser miudinho, porém muito conhecido. Ou então alguma temporada a mais e carregarem em si o atestado da lei da gravidade. Quem sabe estrias, veias coloridas e bicos que já foram mordiscados, lambidos, chupados de prazer ou para saciar a fome de um “serzinho”?

Quanta vaidade cabe em um par de peitos? Sejam eles grandes, pequenos, claros, escuros, duros ou flácidos; eles são grandes aliados das mulheres e, por consequência, dos homens também. Existe muito deleite por ali.

E o que há por trás do não peito? Um misto de sentimentos. A falta deles nem sempre é uma opção, como o caso de quem opta por mudar de sexo.  Às vezes, a única opção é se manter viva ainda que sem um ou os dois, ou apenas parte deles. Nesta hora muita coisa entra em jogo. É quando se vê o quão importante são aqueles que passam a maior parte do dia escondidos, esquecidos debaixo de um sutiã, que fica por debaixo de uma outra peça de roupa.

Tem ainda alguns do sexo masculino que o incluem em seu corpitcho na busca por curvas femininas.  Parabéns para quem faz isso com responsabilidade, principalmente consigo mesmo. Os seios são mesmo demais! Eles são incríveis! Dão tesão realmente e todos podem ter, desde que não ponha em risco a saúde.

Ah,gente! Vamos amar mais os seios! Que tal darmos mais atenção a esta parte do nosso corpo que nos deixa mais sexy e nos dá imenso prazer quando tocados com jeitinho.

Mulheres, passem a se conhecer melhor e toquem-se. Câncer de mama tem grande chance de cura quando descoberto cedo.

Béshas, por favor, parem de usar silicone industrial. Seu brilho feminino pode e deve durar muito mais que alguns meses.  

E, por fim, sejamos todos amigos do peito.




domingo, 4 de fevereiro de 2018

Sobre ir às nuvens como as raízes de um jequitibá


Depois de longa temporada longe daqui, venho para falar sobre sentir o chão nos pés, bem firmes. Já dependi menos desta parte do planeta. Era mais ar, mais fluida. Brincava com o flutuar. Pra quê chão quando se tem as nuvens? Então...Hoje, o meu sonhar percorre suas léguas em estradas comuns, onde a lei da gravidade opera com perfeição.

Às vezes, a vida ou os outros nos roubam este chão. Também cometemos isto com os outros. Por melhor que tentemos ser, um dia arrancamos o solo de alguém. Parece uma fase do jogo da vida que todos temos de passar, mesmo que não queiramos machucar. E o pior: sem dó, nem piedade, ainda que sintamos muito a ponto de sangrar. Se ainda não fez isso, eu garanto que seu dia de espetar um coração chegará. E, talvez, doa mais em você que no outro. Já estive dos dois lados e, por isso, prezo tanto pelos meus pezinhos, tamanho 36, bem firmes no chão.

Outro dia entrei no mar e fui indo, indo, indo, cada vez mais adentrando. Água já no queixo e também na pontinha dos pés. Mas continuei indo. Veio uma onda e, não me pergunte por que, engoli água, salgou minhas narinas bem dentrão. Horrível. O pior de tudo foi que no pós-onda não tinha chão e nem força, nem ar para boiar, nem calma. Acenei para o amigo que estava comigo. Ele me levou com amor para onde as crianças de oito anos. Antes, pediu que eu ficasse com ele lá onde me resgatou. “Confia em mim!” Confio nele, claro!Mas confio mais em mim. Me percebi menos romântica, menos sonhadora, menos nuvens de algodão doce.


A necessidade que tenho hoje é de saber onde estou, para onde vou e com quem estou. Na dúvida, me finco feito jequitibazeiro de longa idade. Por hora, meus voos são em terra firme.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Céu de estrelas na barragem


A tensão começou quando, no percurso de volta, contornamos a Ilha das Cobras,  pelas águas da barragem do Seu João. Quem me conhece sabe que não tenho medo, nem nojo. Tenho mesmo é pânico, horror! Nem sei o que deu na cabeça de Noé para colocá-las na bendita arca. E estar me aproximando daquele lugar soava como o fim da minha vida. Porém, aquele não seria o único aperreio do dia. O “pessoal lá de cima” botou mesmo foi para testar a resistência do meu coração. Mais uma vez passei! Ufa!

Eu e meu grupo, descemos do nosso barquinho no entardecer. Ficamos ali, em pé, aguardando a outra parte da equipe retornar no outro barco. Tudo de boinha! Como a lancha deles sempre ficava um pouco para trás em todo o trajeto, não estranhamos sua demora.

Deu 18h....18h 30...Chegou 19h, junto das estrelas. E como tinha estrelas naquele pedacinho de céu... Debaixo dele, cinco pessoinhas em terra firme com o coração na mão e outras sete, ninguém sabia onde. Se perdidos, submersos nas águas, se comidos pelos jacarés ou piranhas. De repente, pararam na Ilha das Cobras e foram engolidos por uma delas. Sei lá! Tudo passava por nossas cabeças criativas e aflitas.

O condutor da minha embarcação resolveu retornar à barragem e fazer uma busca naquele breu na tentativa de resgatá-los. Foi, mas não voltou! Caramba! Será que tem um sumidouro de gente? Deu 20h e nenhum sinal deste povo todo.

“Minha Nossa Senhorinha do Povo que Demora a Voltar das Barragens, faze com que estes criaturos retornem sãos e salvos”! Affff, que agonia! E comuniquei à uma pessoa da minha equipe:

_Se não chegarem em meia hora, vamos à cidade pedir ajuda!

Detalhe...Na cidade não havia corpo de bombeiros, nem barcos disponíveis para fazer buscas, nem conseguíamos uma ligação que nos ajudasse. Vi uma viatura da Polícia Militar e corri para repetir pela milésima vez a mesma história. O que me disseram? “Temos de esperar 24horas para mandar auxílio”.

_Não!Pera aí!Vocês não estão entendo! Não existe a mínima possibilidade de esperarmos 24horas para o resgate ser acionado! (Xinguei muuuuito em pensamento)

Depois de três horas sem sinal deles, eu já havia feito os contatos certos e até helicóptero já estava a caminho. Graças a Deus, a solução não tardou mais a aparecer. Soube que todos estavam bem, já a caminho do hotel e que tinham aproveitado bastante a pane seca na barragem para gastar o estoque de gargalhadas e se deleitar com o céu que também sorria para eles.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

A pessoa de confiança de Deus

                                                                                                                                                                                       
Deus é perfeito em tudo, mas quando inventou a mãe foi, certamente, por querer receber o amor mais verdadeiro do mundo e saber que este seria o remédio para todos os males.

Mãe é anjo na Terra e não se pode explicar algo tão divino, seja a mãe biológica ou do coração. O que se sabe é que é forte e infinito. Agora, é plenamente possível desfrutar do melhor abraço, dos melhores conselhos, receber de peito aberto o sorriso mais bobo de todos. É recomendável reconhecer o esforço diário de nossas mães; os sacrifícios que estes anjos fazem para que tenhamos uma vida melhor que as suas.

Dormem tarde e madrugam para mais um dia de labuta. Pode acontecer de serem mãe e pai, além de amigo confidente; e como amigo também briga, vez por outra as discussões aparecem. Mas nada que o amor, vestido de um beijo e um pedido de desculpas não resolva. Quantas vezes viram com olhos pidões algo na vitrine, mas logo lembram que o filho precisa de um tênis, uma roupa nova e aquele desejo fica de lado, sem o menor peso. E as madrugadas sem dormir pajeando a febre que talvez voltasse ou ainda por esperar a porta abrir, tarde da noite, e ela voltar a sentir paz no coração, porque, graças a Deus, o filhote chegou bem em casa?!Ah! E apesar de algumas vezes relutarmos, as mães sempre têm razão. Sempre! Sempre! Sempre! É Deus mandando recado! É a pessoa de confiança Dele!

Elas acompanham a tarefinha da escola, preparam o lanche, botam pra dormir com cheiro na testa, preparam o almoço de domingo com os temperos mais aconchegantes, voltam a estudar na fase adulta, quando tudo é bem mais complicado; pedem para um ou outro de sua confiança para ficar com o filho até ela voltar da faculdade já de noitão. Plantam, lidam com a terra, mas não abrem mão de que seus herdeiros tenham o estudo como projeto de vida, ainda que seja para dar continuidade à atividade da mãe no campo.

São fofas, gostosas, delicinhas e cheias de rococós, até mexerem com suas crias. Viram onças indomáveis. Uma loucura sem controle. Ficam cegas. Voam em cima de quem fizer derramar lagriminhas nos rostos de seus bebês, que podem ter 10, 15, 20, 50 anos. Para elas, serão sempre os nenenzinhos de mãe cheirar!

Ser mãe é tudo e muito mais de bom. Todo sacrifício, toda a luta diária, todos os sapos que engole a seco, todas as dores que precisa aguentar, tudo isso é infinitamente menor que a razão que elas têm para ser feliz pelo não simples fato de ter no coração o sentimento de ser mãe. Tudo é por eles e por eles tudo e depois tudo de novo!


FELIZ DIA DAS MÃES!

sábado, 22 de abril de 2017

PELA PAZ MUNDIAL


Manhã e tarde de sábado trabalhando com brilho no olho. Na volta, a chave da porta de casa abriu também espaço para o cansaço. Cá dentro, uma inquietação feito crise de azia. Vira e mexe, não sabia o que estava indo fazer, mas sabia ter de fazer algo, mudar algo, resolver algo. Nadei no seco da cama tentando achar dentro dos lençóis a paz que permitisse um cochilo. Tudo em vão. Peito e mente preenchidos por tanta coisa boa, forte, mas nossa! Que desassossego dá! Azia virou fichinha.

Um compromisso me esperava à noite tarde. Teria gente, bebida, boa música, talvez alguma conversa boa. Minha agitação era tanta que só consegui ficar em casa quase inerte. “Vamos atualizar os filmes, Larissa?”. Sem pestanejar, aceitei meu próprio convite. Primeiro “Fragmentado” e depois, para me fazer voltar a respirar, “Minha mãe é uma peça 2”. Já valeu ter enraizado por hoje.

Agora aqui, escrevendo, ouvindo bem alto aquele Belchior que maltrata, mas é tão bom. Pronto! Me empolguei! Vou falar nele. Minha história com o “rapaz latino americano”, nascido em Sobral (CE), surgiu de trás para frente. Começo de 2016, quando uma trilha de novela das 21h chamou minha atenção. Era Ana Carolina cantando, a até então desconhecida, “Coração Selvagem”.  Já era familiarizada com algumas canções do foragido mais amado do Brasil, mas ainda não era caidinha por sua obra. A descoberta chegou junto a outras sensações quase esquecidas e foi quando tomei para meu bem querer seus maiores sucessos. Belchior me causa coisas. Me faz resgatar episódios. Fico desigual. Me teletransporta e viro uma vitamina com mix de frutas doces e cítricas. O sabor ainda continua gostoso de sentir.


Já madrugada. Hora de embrulhar o que vi e o que senti e pôr para dormir juntinho de mim. Me preparar para ter novos ganhos amanhã e torcer, de dedos cruzados, pela paz mundial do meu coração!